Panamby

Um instituto para todos

No ano da Alemanha no Brasil, o Instituto Martius-Staden intensificará sua programação de exposições, lançamentos de livros e apresentações relacionados à cultura germânica. O Instituto, localizado na Unidade Panamby, guarda acervos que recebem consultas do mundo inteiro. São mais de mil visitantes por ano na biblioteca e no arquivo de imigração alemã do Instituto Martius-Staden. “Achei tudo o que precisava”, admira-se Karin Pessoa, que atualmente mora em Florianópolis. Com base no Livro de Memórias em Comemoração ao Centenário da Imigração Alemã em Santa Catarina, editado em 1929, a então estudante em Estudos da Tradução comparou relatos em alemão de imigrantes de diferentes épocas e perfis sociais.


O americano Glen Goodman, pesquisador da Universidade de Emory, também é entusiasta: “O Instituto Martius-Staden é um recurso absolutamente inestimável para o estudo da história moderna brasileira. É, de longe, o maior e mais organizado arquivo sobre imigração alemã do Brasil (talvez da América Latina)”. No Instituto, Goodman encontrou exemplares dos primeiros jornais do século 20, além de documentos únicos das décadas de 1920 a 1950.

 

 

Um Colégio para toda a vida

Formando de 1961 tirava fotos durante as aulas para “guardar de lembrança”

 

 

Já faz mais de 50 anos, mas Mário Liebrecht faz questão de manter viva a memória dos anos em que estudou no Colégio Visconde de Porto Seguro: “Conseguimos reunir colegas do Peru, Suíça e Estados Unidos, além de professores”, diz relembrando o grande reencontro de formandos de 1961 organizado por ele. A rainha Silvia, da Suécia, também foi contatada, mas “infelizmente não pôde comparecer”, lamenta.  “Ela tinha outros compromissos, não digo mais importantes para ela, porém mais importantes para o governo”, brinca o saudoso ex-aluno. As listas de estudantes e as fotos foram localizadas no Centro de Memória do Colégio Visconde de Porto Seguro, incluindo a imagem acima, fotografada pelo próprio Mário. “A maior parte de nossos consulentes são ex-alunos do Colégio, que aqui vêm matar saudades, buscar fotos antigas ou solicitar listas de classe para a organização de encontros de turma”, diz Birgit Fouquet, Coordenadora do Centro de Memória.
 


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